Um olhar inseguro. Ombros
caídos. Uma timidez desconfortante. Uma voz não muito agradável que, parece,
irá falhar a qualquer momento. Um arranjo, ora simples e, executado por alguém
que aparenta não entender muito de música, ora como um Dylan ou Young. Um poeta.
Damien Jurado está na
estrada fazendo a sua música há quase vinte anos, com 12 álbuns gravados e
diversos EPs. Nascido em Seattle, Washington, ele percorre timidamente o
cenário folk norte-americano com canções próprias e, mesmo com a cena folk tão
em alta graças a figuras como Bon Iver e Iron & Wine, ainda se mantém de
maneira independente.
Em seu trabalho há influências, mas sem vícios. Sua música, não afetada pelas grandes academias – dizem que ele não é capaz de trocar as cordas do violão -, é algo arrebatador, através da experimentação e dessa pureza musical ele se sobressai, é um poeta que utiliza o violão como instrumento, um artista e não um simples músico.
Sua figura acanhada demonstra que ele está ali por que precisa, há um desconforto em subir ao palco que deve ser vencido no estante em que as cordas começam a soar.



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