A história de Matisyahu
é interessante, nascido como Matthew Miller, desde criança ele se preocupava
com um vazio interior, algo com o que se identificar. Ser expulso da escola judaica por perturbar as
aulas era um fato comum na infância e, em certo momento durante o colégio, ele
resolveu se afastar da vida agitada da cidade e se recolheu nas planícies do
Colorado, local onde diz ter recebido uma visão de Deus. Depois disso, ainda
jovem, foi para Israel onde realmente se encontrou com o judaísmo. Adotou o nome
Matisyahu, que significa Dom de Deus, por acreditar ser o equivalente hebraico
de seu nome, anos mais tarde, descoberto o engano, ele decidiu mantê-lo.
Ao voltar para casa ele
estudou música, se dedicando ao reggae e hip-hop e, neste período, compôs a
canção Echad, no qual ele fala sobre um menino que se encontra com um rabino
hassídico no parque e, através dele se torna religioso. Estranhamente era o que
iria acontecer com ele mesmo, pois logo se encontraria com o rabino Lubavitch
em um parque e se tornaria seu discípulo.
A mensagem judaica
ortodoxa se aliou ao reggae, dub e, com o auxílio do rock, em pouco tempo ele saiu
do underground norte-americano e passou a ser apresentado, muitas vezes, como a
coisa mais interessante da música nos últimos anos.
Recentemente o cantor
disse ter se afastado do hassidismo e chegou a raspar a barba, porém, afirmou
não ter abandonado sua conexão com Deus, mas somente havia revido alguns
conceitos. Seu álbum mais recente, o Spark Seeker, traz um pouco deste
novo Matisyahu, com letras que demonstram um amadurecimento do homem que tanto
tem buscado se encontrar. Fã assumido de Bob Marley, o cantor tenta seguir os
passos do cantor jamaicano, acreditando que suas músicas podem influenciar a
vida das pessoas, levar mensagens que as transformem e causar uma revolução
através da música.
Ele também estudou
teatro quando jovem e pode ser visto como um rabino exorcista no filme A Possessão,
do diretor Sam Raimi, que estreia nesta sexta, 02 de novembro.



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